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Calculadora Capital

Tabela de IRS para reformados: como se lê e quanto retém

Um reformado que vá à procura da sua retenção nas tabelas do IRS encontra quase sempre a tabela errada. As pensões têm quatro tabelas próprias, com escalões próprios e uma regra própria para os dependentes, e em nenhum sítio isso aparece explicado ao lado do número.

9 min de leituraRevisto a Por Thorben Rasmus IdelRevisto por Nahar Geva

Resposta rápida

As pensões são retidas pelas tabelas viii a xi do Despacho n.º 233-A/2026, e não pelas tabelas i a iii do trabalho dependente. Uma pensão até 920 € por mês não tem retenção; com deficiência de 60 % ou mais o limite sobe para 1 816 € ou, no casado único titular, 2 257 €. A fórmula é pensão vezes a taxa marginal máxima menos a parcela a abater. As tabelas das pensões não têm coluna por dependente: cada dependente acrescenta 34,29 €, 21,43 € ou 42,86 € à parcela a abater, conforme a situação, pelo n.º 5, al. c) do Despacho. A redução de um ponto percentual por ter três ou mais dependentes não se aplica às pensões. Até cerca de 2 681 € por mês a tabela das pensões retém menos do que a do salário; acima disso retém mais. E uma pensão não desconta para a Segurança Social, pelo que o líquido é maior do que o de um salário igual.

Onze tabelas, e só quatro são suas

O Despacho n.º 233-A/2026, de 6 de janeiro, aprova as tabelas de retenção na fonte que vigoram desde 1 de janeiro de 2026 no Continente1. São onze, e o n.º 1 divide-as por alíneas que raramente aparecem citadas: as alíneas a) e b) aprovam as tabelas i a vii, «aplicáveis aos rendimentos do trabalho dependente», e as alíneas c) e d) aprovam as quatro últimas, «aplicáveis a pensões, com exceção das pensões de alimentos».

A escolha entre as quatro depende de duas coisas e de mais nada:

  • Tabela viii: não casado, ou casado com dois titulares, sem deficiência.
  • Tabela ix: casado, único titular, sem deficiência.
  • Tabela x: não casado ou casado dois titulares, com deficiência.
  • Tabela xi: casado, único titular, com deficiência.

As tabelas x e xi servem também os deficientes das Forças Armadas abrangidos pelos Decretos-Leis n.os 43/76 e 314/90, que têm nelas uma coluna própria.

A fórmula é a do n.º 3, alínea b) do Despacho: pensão mensal vezes a taxa marginal máxima do escalão, menos a parcela a abater desse escalão, nunca abaixo de zero. É a mesma forma que as tabelas do trabalho dependente usam, e é a única coisa que as duas famílias têm em comum sem ressalvas.

A partir de quanto é que a pensão desconta

Nas tabelas viii e ix o primeiro escalão vai até 920 € e tem taxa de 0 %. Abaixo desse valor não há retenção nenhuma. O número não é uma benesse dos pensionistas: é o mesmo limiar das tabelas do trabalho dependente, e coincide com a remuneração mínima mensal garantida.

Onde o regime muda de escala é na deficiência. Com uma incapacidade permanente igual ou superior a 60 %, aplica-se a tabela x ou a xi, e o primeiro escalão passa a ir até 1 816 € no não casado ou casado dois titulares e até 2 257 € no casado, único titular1. É praticamente o dobro e mais de duas vezes e meia o limiar comum, respetivamente, e é a diferença mais consequente entre as quatro tabelas.

Convém dizer o que «não ter retenção» significa. A retenção na fonte é um adiantamento por conta do imposto do ano, não o imposto. Uma pensão abaixo do primeiro escalão não é adiantada mensalmente, e o resultado final apura-se na declaração anual como para toda a gente.

Os dependentes entram por uma regra, não por uma coluna

Quem abre lado a lado uma tabela do trabalho dependente e uma tabela de pensões nota uma ausência: as tabelas i, ii e iii têm uma coluna chamada «parcela adicional a abater por dependente» e as tabelas viii e ix não têm coluna nenhuma para dependentes.

Isso leva muita gente a concluir que os filhos não contam. Contam. O que acontece é que a regra vive fora da tabela, no n.º 5, alínea c) do Despacho: «nas situações a que se referem as tabelas n.os viii a xi, quando existirem dependentes a cargo, é adicionado à parcela a abater, por cada dependente, o valor de 42,86 €, no caso de casado, único titular, o valor de 21,43 €, no caso de casado, dois titulares, e o valor de 34,29 €, no caso de não casado»1.

Os montantes coincidem com os das colunas do trabalho dependente. O mecanismo é que é outro, e é a razão pela qual a leitura direta de uma tabela de pensões nunca mostra o efeito dos filhos. A alínea seguinte trata dos deficientes das Forças Armadas, com 18,19 € na tabela x e 36,38 € na tabela xi, esses sim numa coluna própria.

A regra dos três dependentes não chega a quem está reformado

A alínea h) do n.º 5 do Despacho concede «uma redução de um ponto percentual à taxa marginal máxima correspondente ao escalão» a quem tenha três ou mais dependentes. Vale a pena ler a quem:

«Aos titulares de rendimentos de trabalho dependente com três ou mais dependentes que se enquadrem nas tabelas previstas nas alíneas a) e b) do n.º 1 […]»1

As alíneas a) e b) são as tabelas i a vii, do trabalho dependente. As pensões estão nas alíneas c) e d) e não são abrangidas. Um pensionista com três filhos a cargo não tem, por isso, o corte que um trabalhador na mesma situação familiar tem.

Numa pensão de 1 500 €, esse ponto percentual valeria 15,00 € por mês, ou 210,00 € ao longo dos catorze pagamentos do ano. Não é o maior número desta página, mas é o único que resulta de uma exclusão expressa e que, tanto quanto conseguimos ver, não está explicado em lado nenhum ao lado das tabelas.

Mais suave em baixo, mais pesada em cima

A pergunta que quase todos os reformados fazem no primeiro mês é porque é que o desconto mudou. A resposta tem duas metades, e esta é a primeira.

Comparando a tabela viii com a tabela i, que servem exatamente a mesma situação familiar, as taxas marginais coincidem em quase todas as linhas de baixo, mas as parcelas a abater das pensões são sempre maiores. O efeito é uma retenção menor: numa pensão de 1 500 € retêm-se 151,54 €, onde o mesmo valor de salário levaria 168,17 €.

A partir dos 2 361 € por mês as duas tabelas separam-se, e a das pensões passa a ser a mais dura:

Escalão (pensão)Tabela viii, pensõesTabela i, trabalho
até 2 361 €34,90 %34,90 %
até 3 462 €43,10 %38,36 %
até 5 833 €44,60 %39,69 %
até 18 332 €50,50 %44,95 %
acima53,00 %47,17 %

O ponto exato em que a vantagem se inverte é onde a linha dos 43,10 % cruza a dos 38,36 %, ou seja cerca de 2 681 € por mês. Abaixo desse valor uma pensão é retida mais suavemente do que um salário igual; acima dele, mais pesadamente. Numa pensão de 3 000 € retêm-se 678,26 € contra 663,14 € num salário do mesmo valor.

No par do casado único titular, tabela ix contra tabela iii, a inversão dá-se muito mais cedo, por volta dos 1 227 € por mês, porque as duas tabelas têm escalões bastante diferentes desde o início.

A segunda metade: não há Segurança Social

Uma pensão não desconta para a Segurança Social. A contribuição de 11 % existe para financiar as prestações futuras de quem trabalha, e quem já as recebe não a paga. Isto é frequentemente esquecido porque, no recibo de vencimento, os dois descontos aparecem juntos.

Vale a pena ver os dois efeitos somados no mesmo valor ilíquido de 1 500 € por mês:

PensãoSalário
Valor ilíquido1 500,00 €1 500,00 €
IRS retido151,54 €168,17 €
Segurança Socialnão tem165,00 €
Fica na conta1 348,46 €1 166,83 €

São 181,63 € de diferença no mesmo mês, e o IRS explica apenas 16,63 € deles. A parte maior é a contribuição que deixou de existir.

Catorze pagamentos, e o mês em que recebe dois

Uma pensão do regime geral é paga catorze vezes por ano, com os montantes adicionais de julho e de dezembro. A dúvida natural é se o mês em que se recebem duas pensões é retido a uma taxa muito mais alta, como aconteceria se os dois valores fossem somados antes de procurar a linha da tabela.

Não é. O n.º 10 do Despacho manda que, nos casos em que o pagamento inclua mais do que uma remuneração, «como é o caso, designadamente, dos meses de pagamento de subsídios de férias e de Natal, as entidades pagadoras devem apresentar, em separado para cada remuneração, a taxa efetiva mensal de retenção na fonte»1. Cada pensão é retida como se estivesse sozinha.

A consequência prática é simples: o imposto adiantado no ano é catorze vezes a retenção de um mês. Naquela pensão de 1 500 €, são 21 000 € ilíquidos, 2 121,56 € de IRS retido e 18 878,44 € recebidos.

O que fica de fora, e quanto vale

Três acréscimos existem no Despacho e não estão nesta explicação nem na calculadora, porque dependem de uma opção ou de uma prova que ninguém pode presumir. Ficam aqui com o valor exato, para quem esteja numa dessas situações poder ajustar a sua parcela a abater:

  • Dependente com incapacidade de 60 % ou mais (n.º 5, al. a): acrescem 84,82 € por dependente no não casado ou casado único titular e 42,41 € no casado dois titulares. Os n.os 6 e 7 permitem multiplicar esse valor até três vezes, ou até seis no casado dois titulares, mediante opção comunicada à entidade pagadora antes do pagamento.
  • Cônjuge com incapacidade de 60 % ou mais (n.º 5, al. b): no casado, único titular, cujo cônjuge não aufira rendimentos das categorias A ou H, acrescem 135,71 € à parcela a abater.
  • Opção por taxa superior (n.º 5, al. e, e artigo 98.º n.º 6 do Código do IRS3): pode pedir que lhe retenham a uma taxa inteira mais alta do que a devida, o que altera apenas a taxa marginal e deixa as parcelas a abater intactas.

Ficam também de fora as tabelas próprias dos Açores e da Madeira, as pensões de alimentos, que o próprio Despacho exclui das tabelas viii a xi2, e os pensionistas não residentes em território português, a quem estas tabelas não se aplicam de todo.

Onde ver o seu caso

A calculadora de IRS de pensionistas escolhe a tabela pela sua situação, aplica a regra dos dependentes e mostra a retenção mensal, o líquido, o total dos catorze pagamentos e, ao lado, o que o mesmo valor levaria como salário. Para a pensão ilíquida de onde tudo parte, use o simulador de reforma; para o aumento anual que a faz mudar todos os janeiros, a calculadora do aumento das pensões.

Erros comuns

  • Procurar a retenção na tabela i, ii ou iii

    Essas são as tabelas do trabalho dependente. O n.º 1 do Despacho n.º 233-A/2026 separa-as por alíneas: as alíneas a) e b) aprovam as tabelas i a vii para rendimentos do trabalho dependente e as alíneas c) e d) aprovam as tabelas viii a xi «aplicáveis a pensões, com exceção das pensões de alimentos». Quem lê a linha da sua pensão numa tabela do trabalho encontra um número que não é o seu, e a diferença não é pequena: a partir dos 2 361 € por mês as taxas marginais das duas famílias de tabelas deixam de coincidir.

  • Somar 11 % de Segurança Social ao desconto da pensão

    Uma pensão não desconta para a Segurança Social. A contribuição de 11 % é do trabalhador por conta de outrem e financia justamente a pensão futura; quem já a recebe não a paga. É por isso que, no mesmo valor ilíquido, o que fica na conta de um pensionista é maior do que o de um trabalhador, mesmo antes de olhar para a diferença nas tabelas de IRS.

  • Achar que os dependentes não contam porque a tabela não tem coluna para eles

    Contam. As tabelas das pensões não têm a coluna «parcela adicional a abater por dependente» que as tabelas do trabalho têm, mas o n.º 5, alínea c) do Despacho manda acrescentar à parcela a abater, por cada dependente, 42,86 € no casado único titular, 21,43 € no casado dois titulares e 34,29 € no não casado. O efeito existe, vem de fora da tabela, e só se aplica se os dependentes estiverem comunicados a quem paga a pensão.

  • Contar com a redução de um ponto percentual por ter três filhos

    Essa redução existe, mas não para pensões. A alínea h) do n.º 5 concede-a «aos titulares de rendimentos de trabalho dependente com três ou mais dependentes que se enquadrem nas tabelas previstas nas alíneas a) e b) do n.º 1», as tabelas i a vii. As pensões estão nas alíneas c) e d) e ficam de fora. Numa pensão de 1 500 € o ponto percentual valeria 15,00 € por mês, ou 210,00 € nos catorze pagamentos.

  • Assumir que o mês dos dois pagamentos é retido a uma taxa muito mais alta

    Não é. O n.º 10 do Despacho manda que, quando o pagamento inclua mais do que uma remuneração, «como é o caso, designadamente, dos meses de pagamento de subsídios de férias e de Natal», a entidade pagadora apresente em separado a taxa efetiva de cada uma. Cada pensão é retida como se estivesse sozinha, pelo que o mês vale exatamente o dobro de um mês normal.

Perguntas frequentes

Qual é a tabela de IRS dos reformados em 2026?
São quatro. A tabela viii aplica-se a quem seja não casado ou casado com dois titulares e não tenha deficiência; a tabela ix ao casado, único titular, também sem deficiência; as tabelas x e xi às mesmas duas situações quando o titular tem uma incapacidade permanente de 60 % ou mais, incluindo os deficientes das Forças Armadas. Todas constam do Despacho n.º 233-A/2026, de 6 de janeiro, e valem para o Continente. Os Açores e a Madeira têm tabelas próprias.
A partir de que valor a pensão começa a pagar IRS?
A retenção mensal só existe acima de 920 € nas tabelas viii e ix, que é o mesmo limiar do trabalho dependente e coincide com a remuneração mínima. Nas tabelas da deficiência o primeiro escalão é muito mais largo: 1 816 € na tabela x e 2 257 € na tabela xi. Abaixo desses valores a retenção é zero, o que não significa que não haja imposto no ano: significa apenas que não há adiantamento mensal e que a conta se faz na declaração.
Porque é que descontam menos da minha pensão do que descontavam do salário?
Por duas razões que se somam. A primeira é que uma pensão não desconta 11 % para a Segurança Social. A segunda é que as tabelas das pensões têm parcelas a abater maiores nas linhas em que partilham a taxa marginal com as tabelas do trabalho: numa pensão de 1 500 € retêm-se 151,54 € onde um salário igual perderia 168,17 €. Somando as duas, o mesmo valor ilíquido deixa 1 348,46 € numa pensão e 1 166,83 € num salário.
E se a pensão for alta? Continua a ser melhor?
Não. A partir dos 2 361 € por mês as tabelas separam-se e a das pensões passa a ter taxas marginais mais altas: 43,10 % contra 38,36 %, depois 44,60 % contra 39,69 %, 50,50 % contra 44,95 % e 53,00 % contra 47,17 %. O ponto exato em que a vantagem se inverte é cerca de 2 681 € por mês. Numa pensão de 3 000 € retêm-se 678,26 € contra 663,14 € num salário igual. No par do casado único titular, tabela ix contra tabela iii, a inversão dá-se muito mais cedo, por volta dos 1 227 €.
Os meus dependentes baixam a retenção da pensão?
Baixam, por uma regra e não por uma coluna. O n.º 5, alínea c) do Despacho acrescenta à parcela a abater, por cada dependente, 34,29 € se for não casado, 21,43 € se for casado com dois titulares e 42,86 € se for casado, único titular. Numa pensão de 1 500 €, dois dependentes fazem a retenção descer de 151,54 € para 82,96 €. Tem de comunicar os dependentes a quem lhe paga a pensão: a entidade não os presume.
Em julho e dezembro recebo duas pensões. Sou retido a uma taxa maior?
Não. O n.º 10 do Despacho obriga a entidade pagadora a apresentar em separado a taxa efetiva de cada remuneração quando o pagamento inclui mais do que uma, exatamente como acontece com os subsídios de férias e de Natal de um salário. Cada pensão é retida à taxa que teria sozinha, pelo que o mês vale o dobro de um mês normal e nada mais. É também por isso que o total do ano é catorze vezes a retenção de um mês.
Recebo pensão e ainda trabalho. Como funciona?
Cada rendimento é retido pelas suas tabelas: a pensão pelas tabelas viii a xi e o salário pelas tabelas i a iii. O problema é que cada entidade retém como se fosse a única a pagar-lhe, o que normalmente adianta menos imposto do que o devido. O acerto aparece na declaração anual, e quem acumula as duas categorias costuma ter imposto a pagar em maio, mesmo tendo tido retenção nos dois lados durante o ano.
Ponha a sua pensão mensal e a sua situação na calculadora de IRS de pensionistas e veja a retenção e o líquido do ano.

Fontes

  1. 1.Despacho n.º 233-A/2026, de 6 de janeiro: tabelas de retenção na fonte para o continente em 2026 · Diário da República, 2.ª série, n.º 3, Suplemento · consultado a 4/09/2026
  2. 2.Código do IRS, artigo 99.º-D: retenção sobre rendimentos de pensões · Autoridade Tributária e Aduaneira, texto consolidado · consultado a 4/09/2026
  3. 3.Código do IRS, artigo 98.º: retenção na fonte e a opção por taxa superior · Autoridade Tributária e Aduaneira, texto consolidado · consultado a 4/09/2026

Autor / Revisto por

Autor

Thorben Rasmus Idel

Cofundador e autor

Cofundador da Calculadora Capital e autor da metodologia de todas as calculadoras e artigos. Empresário e investidor ativo, Thorben fundou a Idel Versandhandel GmbH, uma empresa de comércio internacional presente em 16 países, e investe em ações, ETF e criptomoedas. É ele quem escreve a metodologia e confirma as contas de cada página, trazendo a experiência de quem gere um negócio e investe para manter as ferramentas e as explicações próximas da forma como o dinheiro, os mercados e os impostos funcionam de facto para quem vive em Portugal.

Revisto por

Nahar Geva

Cofundação e revisão independente

Cofundação da Calculadora Capital e revisão independente de todas as calculadoras e artigos. Com um percurso de empreendedorismo e de investimento ativo nos mercados, Nahar junta uma abordagem orientada por dados e por produto à experiência de investir em ações e ETF, em criptomoedas e outros ativos digitais, e ainda em finanças pessoais e imobiliário. Em cada página, Nahar revê a metodologia e confere as contas e os valores, testando se as ferramentas e as explicações resistem à forma como o dinheiro, os mercados e os impostos funcionam de facto para quem investe.

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