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Calculadora Capital

Formação contínua: as 40 horas por ano e quanto valem

Quase todas as páginas sobre formação obrigatória param no número: 40 horas por ano. O que quase nenhuma explica é o que acontece às horas que não lhe deram, e é aí que está o dinheiro. Este artigo lê os artigos 131.º a 134.º do Código do Trabalho pela ordem em que eles decidem a sua situação.

8 min de leituraRevisto a Por Thorben Rasmus IdelRevisto por Nahar Geva

Resposta rápida

O artigo 131.º n.º 2 do Código do Trabalho dá a cada trabalhador um mínimo de 40 horas de formação contínua por ano. A redução proporcional só existe no contrato a termo de pelo menos três meses; no contrato sem termo a lei não prevê proporção nenhuma, nem no ano da admissão, e num contrato a termo de menos de três meses não fixa mínimo algum. As horas de dispensa de trabalhador-estudante e as ausências para reconhecimento e certificação de competências contam para esse mínimo (n.º 4). As horas que a empresa não assegurar até ao fim dos dois anos seguintes transformam-se em crédito de horas (artigo 132.º n.º 1), que só cessa três anos depois de constituído (n.º 6). Quando o contrato acaba, o artigo 134.º manda pagar a retribuição correspondente às horas nunca dadas ou ao crédito ainda vivo, em qualquer cessação, incluindo a demissão. Até 1 de outubro de 2019 o mínimo eram 35 horas, e o número antigo ainda circula.

O número, e por que razão há dois a circular

O artigo 131.º n.º 2 do Código do Trabalho diz que «o trabalhador tem direito, em cada ano, a um número mínimo de quarenta horas de formação contínua ou, sendo contratado a termo por período igual ou superior a três meses, a um número mínimo de horas proporcional à duração do contrato nesse ano»1. São 40 horas, e a dúvida que leva tanta gente a escrever «35 ou 40» num motor de busca tem uma explicação simples: durante dez anos foram 35.

A redação originária da Lei n.º 7/2009 dizia, palavra por palavra, «um número mínimo de trinta e cinco horas de formação contínua»3. A Lei n.º 93/2019, de 4 de setembro, substituiu esse n.º 2 inteiro pela versão que hoje está em vigor, com as quarenta horas2, e o seu artigo final manda-a entrar em vigor «no primeiro dia útil do mês seguinte ao da sua publicação», ou seja a 1 de outubro de 2019. Quem encontrar hoje o número 35 numa página de um formador, num manual de acolhimento ou numa publicação institucional está a ler algo que não foi atualizado, e não um regime alternativo.

A frase que quase toda a gente lê ao contrário

Vale a pena voltar ao n.º 2 e olhar para onde a proporção está agarrada. A regra proporcional aparece depois das palavras «sendo contratado a termo», e não aparece em mais lado nenhum do artigo. Daqui saem três situações diferentes, e as duas dos extremos surpreendem quase sempre:

ContratoMínimo anualNorma
Sem termo40 horas em cada ano civilart. 131.º n.º 2, 1.ª parte
A termo, 3 meses ou maisproporcional à duração do contrato nesse anoart. 131.º n.º 2, 2.ª parte
A termo, menos de 3 mesesa lei não fixa mínimofora da previsão do n.º 2

Quem é admitido em novembro com um contrato sem termo tem, pela leitura literal, direito a 40 horas desse ano. Quem entra em julho com um contrato a termo de seis meses tem direito a vinte. É contraintuitivo, mas é o que a frase diz, e é por isso que a calculadora de horas de formação só reduz o direito quando o contrato é a termo. Na prática há empregadores que reduzem também no ano de admissão de um contrato sem termo; a calculadora assinala essa diferença em vez de a esconder, porque a divergência é real e o trabalhador tem interesse em saber que existe.

O que já conta como formação dada

Antes de somar o que a empresa lhe deve, há um desconto que quase ninguém aplica. O n.º 4 do artigo 131.º diz que, «para efeito de cumprimento do disposto no n.º 2, são consideradas as horas de dispensa de trabalho para frequência de aulas e de faltas para prestação de provas de avaliação, ao abrigo do regime de trabalhador-estudante, bem como as ausências a que haja lugar no âmbito de processo de reconhecimento, validação e certificação de competências»1.

Quer dizer que essas horas cumprem a obrigação do empregador tal como um curso que ele tivesse organizado. Um trabalhador-estudante que faltou vinte horas para aulas e provas já tem metade do mínimo anual satisfeita, e a empresa só lhe deve as vinte restantes. Contar essas horas como zero é o erro que mais infla a conta.

Fora deste n.º 4, a formação tem de vir do empregador, de entidade formadora certificada ou de estabelecimento de ensino reconhecido, e origina certificado e registo na Caderneta Individual de Competências (n.º 3).

Dois relógios, e a razão pela qual a conta alcança cinco anos

A ideia de que as horas de formação morrem a 31 de dezembro é falsa, e é a que faz as pessoas subestimarem o que têm a receber. Há dois prazos encadeados.

O primeiro está no n.º 6 do artigo 131.º: o empregador «pode antecipar até dois anos ou, desde que o plano de formação o preveja, diferir por igual período, a efectivação da formação anual a que se refere o n.º 2, imputando-se a formação realizada ao cumprimento da obrigação mais antiga». O segundo está no artigo 132.º n.º 1: as horas «que não sejam asseguradas pelo empregador até ao termo dos dois anos posteriores ao seu vencimento, transformam-se em crédito de horas em igual número para formação por iniciativa do trabalhador». E o n.º 6 do mesmo artigo fecha a cadeia: «o crédito de horas para formação que não seja utilizado cessa passados três anos sobre a sua constituição».

Dois anos de diferimento mais três de vida do crédito. É essa cadeia que explica por que razão a Autoridade para as Condições do Trabalho, no simulador que publica sobre esta matéria, pede as horas de formação ministradas nos últimos cinco anos, e é essa a janela que a nossa calculadora usa: fazer a conta pela janela que a autoridade fiscalizadora usa é fazê-la pelo número que um inspetor produziria.

Vale a pena reter o que o crédito é, porque não é apenas um saldo teórico. O artigo 132.º n.º 2 diz que ele «é referido ao período normal de trabalho, confere direito a retribuição e conta como tempo de serviço efectivo»: usa-se dentro do horário, é pago, e o tempo conta. Basta comunicar ao empregador com dez dias de antecedência (n.º 3). Havendo créditos de vários anos, a formação que for feita imputa-se sempre ao mais antigo (n.º 5), para que seja esse a ser gasto antes de caducar.

Quanto valem as horas que nunca lhe deram

O artigo 134.º tem uma frase só e é a que transforma tudo isto numa quantia: «cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem direito a receber a retribuição correspondente ao número mínimo anual de horas de formação que não lhe tenha sido proporcionado, ou ao crédito de horas para formação de que seja titular à data da cessação»1.

Repare no que o artigo não diz: não distingue o motivo da cessação. Vale no despedimento, vale na caducidade de um contrato a termo e vale quando é o trabalhador a demitir-se, exatamente como os restantes créditos laborais do artigo 245.º.

A hora é valorizada pela fórmula do artigo 271.º, a mesma que a calculadora de valor por hora usa: a retribuição mensal a multiplicar por doze, a dividir por cinquenta e duas vezes o período normal de trabalho semanal. Sobre a retribuição que alimenta essa fórmula, o simulador da ACT é explícito: entram a retribuição base, as diuturnidades e os complementos regulares e periódicos, e ficam de fora as ajudas de custo, o subsídio de refeição, o de transporte, o de representação e as comissões.

Um exemplo com números redondos. Num salário de 1 200 € e num horário de 40 horas por semana, a hora vale 6,92 €. Um trabalhador que não teve formação nenhuma este ano e teve apenas 40 horas nos quatro anos anteriores tem 40 horas em falta neste ano e 120 nos anteriores, ou seja 160 horas dentro da janela, contra um teto de 200. À cessação, o artigo 134.º dá-lhe 1 107,69 €, dos quais 276,92 € correspondem ao ano em curso. Descontados os 11 % de Segurança Social ficam 985,84 € antes de IRS. São quase um mês de salário, por uma formação que nunca aconteceu.

O que fica de fora

Como o crédito «confere direito a retribuição», o valor é rendimento do trabalho dependente: leva os 11 % de Segurança Social do trabalhador e o IRS da categoria A. A calculadora desconta a Segurança Social e assinala o IRS sem o calcular, porque depende do escalão de cada um e do resto do rendimento anual.

Ficam também de fora, deliberadamente, quatro coisas. As adaptações das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, que o simulador da ACT também exclui. Os regimes fixados por convenção coletiva, que o artigo 131.º n.º 9 permite expressamente: os números da lei são pisos, e um instrumento de regulamentação coletiva pode dar mais horas. Os períodos em que o contrato esteve suspenso, por doença ou por outro motivo. E o trabalho temporário e a cedência ocasional, em que o n.º 8 do artigo 131.º diz que a formação assegurada pelo utilizador ou pelo cessionário exonera o empregador, com eventual compensação entre eles «em termos a acordar».

Erros comuns

  • Dizer que são 35 horas

    Eram. A redação originária da Lei n.º 7/2009 falava em «um número mínimo de trinta e cinco horas de formação contínua» e a Lei n.º 93/2019, de 4 de setembro, substituiu esse número por «quarenta horas». Essa lei entrou em vigor «no primeiro dia útil do mês seguinte ao da sua publicação», ou seja a 1 de outubro de 2019. O número antigo continua em páginas de formadores, em manuais de acolhimento e até em comunicação institucional, e é a razão pela qual tanta gente pergunta se são 35 ou 40.

  • Reduzir as horas porque o ano não foi inteiro

    Depende do contrato, e não do número de meses. O artigo 131.º n.º 2 dá 40 horas «em cada ano» e só manda reduzir proporcionalmente «sendo contratado a termo por período igual ou superior a três meses». Num contrato sem termo o artigo não prevê proporção nenhuma, pelo que a leitura literal dá as 40 horas por inteiro também no ano em que a pessoa foi admitida. Num contrato a termo de menos de três meses acontece o contrário: a frase não o cobre e a lei não lhe fixa mínimo algum.

  • Ignorar as horas do trabalhador-estudante

    O n.º 4 do artigo 131.º manda considerar, para cumprimento do mínimo anual, as horas de dispensa de trabalho para frequência de aulas e de faltas para prestação de provas de avaliação ao abrigo do regime de trabalhador-estudante, e ainda as ausências no âmbito de um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências. Quem estuda e falta para aulas já teve parte do seu mínimo cumprido, e contá-lo como zero sobrestima o que a empresa lhe deve.

  • Achar que as horas caducam a 31 de dezembro

    Não caducam. O n.º 6 do artigo 131.º permite ao empregador diferir a formação anual por até dois anos, e o artigo 132.º n.º 1 diz que as horas não asseguradas até ao termo desses dois anos «transformam-se em crédito de horas em igual número». Esse crédito só «cessa passados três anos sobre a sua constituição» (n.º 6). São dois relógios em cadeia, e é por isso que a Autoridade para as Condições do Trabalho pede, no seu próprio simulador, as horas de formação dos últimos cinco anos.

  • Pensar que só há pagamento se for a empresa a despedir

    O artigo 134.º não distingue o motivo: «cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem direito a receber a retribuição correspondente ao número mínimo anual de horas de formação que não lhe tenha sido proporcionado, ou ao crédito de horas para formação de que seja titular à data da cessação». Vale no despedimento, na caducidade do contrato a termo e também quando é o trabalhador a demitir-se, tal como os restantes créditos laborais do artigo 245.º.

Perguntas frequentes

Quantas horas de formação tenho direito por ano?
Quarenta, pelo artigo 131.º n.º 2 do Código do Trabalho. Se tiver um contrato a termo de pelo menos três meses, o mínimo é proporcional à duração do contrato nesse ano, pelo que seis meses dão vinte horas. Num contrato a termo de menos de três meses a lei não fixa mínimo nenhum, porque a frase do n.º 2 simplesmente não o cobre. E num contrato sem termo são sempre 40 horas em cada ano civil, incluindo aquele em que foi admitido, porque a proporção do artigo está agarrada exclusivamente ao contrato a termo.
São 35 ou 40 horas de formação obrigatória?
Quarenta. A Lei n.º 7/2009 fixava «trinta e cinco horas» e a Lei n.º 93/2019, de 4 de setembro, alterou o n.º 2 do artigo 131.º para «quarenta horas». A lei entrou em vigor no primeiro dia útil do mês seguinte ao da publicação, ou seja a 1 de outubro de 2019, pelo que desde essa data o mínimo anual é de 40 horas. Encontrar o número 35 numa página publicada não significa que ela esteja a descrever outro regime: significa quase sempre que não foi atualizada.
As horas de formação que não me deram perdem-se no fim do ano?
Não. O empregador ainda pode antecipar até dois anos ou diferir por igual período a formação anual, imputando a formação realizada à obrigação mais antiga (artigo 131.º n.º 6). Passado esse prazo, o artigo 132.º n.º 1 transforma as horas em falta em crédito de horas em igual número, para formação por iniciativa do trabalhador, e o n.º 6 do mesmo artigo só o extingue três anos depois de constituído. Por isso a conta alcança vários anos para trás.
O que é o crédito de horas de formação e como se usa?
É o que as horas não dadas se tornam. O artigo 132.º n.º 2 diz que o crédito é referido ao período normal de trabalho, «confere direito a retribuição e conta como tempo de serviço efectivo», ou seja usa-se em horário de trabalho e é pago. O n.º 3 exige apenas comunicação ao empregador com dez dias de antecedência, e o n.º 1 diz que a formação é escolhida por iniciativa do trabalhador. Havendo créditos de vários anos, o n.º 5 manda imputar a formação ao crédito mais antigo, para que seja esse a ser consumido antes de caducar.
A empresa tem de me pagar a formação que não me deu?
Quando o contrato cessa, sim. O artigo 134.º dá ao trabalhador o direito a receber a retribuição correspondente às horas do mínimo anual que não lhe tenham sido proporcionadas, ou ao crédito de horas de que seja titular nessa data. Enquanto o contrato dura não há um pagamento a exigir: o que existe é o direito à formação e, depois, o crédito de horas para a fazer. A Autoridade para as Condições do Trabalho publica um simulador desta compensação, o que dá a medida de quão comum é a situação.
Que salário se usa para valorizar as horas?
A hora vale o que vale uma hora de trabalho, pela fórmula do artigo 271.º: a retribuição mensal multiplicada por doze e dividida por cinquenta e duas vezes o período normal de trabalho semanal. O simulador da ACT explicita o que entra nessa retribuição mensal: a retribuição base, as diuturnidades e os complementos regulares e periódicos, como a isenção de horário de trabalho ou os subsídios de turno quando são regulares. Ficam de fora as ajudas de custo, o subsídio de refeição, o de transporte, o de representação e as comissões.
Quem organiza a formação, e qualquer curso conta?
O n.º 3 do artigo 131.º diz que a formação pode ser desenvolvida pelo empregador, por entidade formadora certificada para o efeito ou por estabelecimento de ensino reconhecido pelo ministério competente, e que dá lugar à emissão de certificado e a registo na Caderneta Individual de Competências. Quanto ao conteúdo, o artigo 133.º distingue: na formação que o empregador organiza, a área é determinada por acordo ou, na falta dele, por ele próprio, devendo coincidir ou ser afim com a atividade prestada; na formação por iniciativa do trabalhador, ao abrigo do crédito de horas, a área é escolhida pelo trabalhador, desde que corresponda à sua atividade ou respeite tecnologias de informação e comunicação, segurança e saúde no trabalho ou língua estrangeira.
A empresa pode ser punida por não dar formação?
Pode. O n.º 10 do artigo 131.º diz que «constitui contra-ordenação grave a violação do disposto nos n.os 1, 2 ou 5». O n.º 5 é outra obrigação que passa despercebida: o empregador deve assegurar, em cada ano, formação contínua a pelo menos 10 % dos trabalhadores da empresa. O artigo 133.º n.º 3 faz o mesmo quanto à área da formação organizada pelo empregador.
Trabalho na função pública. As regras são as mesmas?
Não é seguro assumir que sim. Este artigo e a calculadora tratam do Código do Trabalho, ou seja do sector privado. Nas funções públicas a matéria corre pela Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e pelos regimes de cada carreira. Também ficam de fora as adaptações das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, que o próprio simulador da ACT exclui, e os regimes fixados por convenção coletiva, que o artigo 131.º n.º 9 expressamente permite.
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Fontes

  1. 1.Código do Trabalho, artigos 130.º a 134.º: formação contínua, crédito de horas e cessação · Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, texto consolidado · consultado a 2/09/2026
  2. 2.Lei n.º 93/2019, de 4 de setembro: a alteração do artigo 131.º n.º 2 para quarenta horas · Diário da República, 1.ª série, n.º 169 · consultado a 2/09/2026
  3. 3.Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro: a redação originária, com «trinta e cinco horas» · Diário da República, 1.ª série, n.º 30 · consultado a 2/09/2026

Autor / Revisto por

Autor

Thorben Rasmus Idel

Cofundador e autor

Cofundador da Calculadora Capital e autor da metodologia de todas as calculadoras e artigos. Empresário e investidor ativo, Thorben fundou a Idel Versandhandel GmbH, uma empresa de comércio internacional presente em 16 países, e investe em ações, ETF e criptomoedas. É ele quem escreve a metodologia e confirma as contas de cada página, trazendo a experiência de quem gere um negócio e investe para manter as ferramentas e as explicações próximas da forma como o dinheiro, os mercados e os impostos funcionam de facto para quem vive em Portugal.

Revisto por

Nahar Geva

Cofundação e revisão independente

Cofundação da Calculadora Capital e revisão independente de todas as calculadoras e artigos. Com um percurso de empreendedorismo e de investimento ativo nos mercados, Nahar junta uma abordagem orientada por dados e por produto à experiência de investir em ações e ETF, em criptomoedas e outros ativos digitais, e ainda em finanças pessoais e imobiliário. Em cada página, Nahar revê a metodologia e confere as contas e os valores, testando se as ferramentas e as explicações resistem à forma como o dinheiro, os mercados e os impostos funcionam de facto para quem investe.

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