O que são os duodécimos e como funcionam?
Os duodécimos são uma forma de receber os subsídios de férias e de Natal divididos pelos 12 meses do ano, em vez de dois pagamentos por inteiro.
Resposta rápida
Os duodécimos são os subsídios de férias e de Natal recebidos divididos pelos 12 meses do ano, somados a cada salário, em vez de dois pagamentos por inteiro. Como cada subsídio vale um mês de salário, um duodécimo é o salário a dividir por 12. Recebe sempre 14 salários no ano, por isso o total anual é exatamente o mesmo em qualquer opção (0 %, 50 % ou 100 % em duodécimos): muda só a distribuição pelos meses. A 100 %, o vencimento mensal sobe, mas não recebe os subsídios grandes em junho e dezembro. A Segurança Social e o IRS incidem sobre o mesmo total no ano; só a retenção mês a mês pode variar. Receber em duodécimos depende de acordo com a entidade empregadora.
O que são os duodécimos?
Em Portugal recebe 14 «salários» por ano: as 12 mensalidades, mais o subsídio de férias e o subsídio de Natal. Cada subsídio é igual a um mês de retribuição12.
Por regra, cada subsídio é pago por inteiro: o de Natal até 15 de dezembro e o de férias antes do período de férias. Receber em duodécimos é a alternativa: em vez desses dois pagamentos grandes, recebe um duodécimo de cada subsídio (o valor do subsídio a dividir por 12) somado a cada salário mensal.
Receber em duodécimos não é automático: depende de acordo escrito entre o trabalhador e a entidade empregadora.
Como se calcula o duodécimo mensal
A conta é simples, porque cada subsídio vale exatamente um mês de salário:
- Um duodécimo de um subsídio = salário ÷ 12.
- Em duodécimos a 100 % nos dois subsídios, recebe dois duodécimos por mês: o do subsídio de férias mais o do subsídio de Natal, ou seja salário × 2 ÷ 12.
- A 50 %, recebe metade em duodécimos e a outra metade num pagamento único.
Com um salário de 1 500 €, um duodécimo de cada subsídio é 125 €. A 100 %, soma 250 € por mês (125 € + 125 €), e o vencimento mensal passa de 1 500 € para 1 750 €.
O total do ano é sempre igual
Este é o ponto que mais gente engana. Os duodécimos não fazem receber mais nem menos no ano. Recebe sempre 14 salários, qualquer que seja a opção:
- A 0 %: recebe o salário mensal e os dois subsídios por inteiro em junho e dezembro.
- A 50 %: recebe um vencimento mensal um pouco maior e metade de cada subsídio num pagamento único.
- A 100 %: recebe um vencimento mensal mais alto e abdica dos dois pagamentos grandes.
A soma anual é idêntica nas três opções. A diferença é só de tesouraria: ou um rendimento mensal mais alto e regular, ou dois reforços grandes a meio e no fim do ano.
Exemplo prático: um salário de 1 500 €
Com um salário base de 1 500 € por mês, recebe 21 000 € no ano (14 × 1 500 €) em qualquer opção:
- 0 % em duodécimos: 1 500 € por mês, mais dois subsídios de 1 500 € por inteiro (junho e dezembro).
- 50 %: 1 625 € por mês (mais 125 €), mais 750 € de cada subsídio em pagamento único.
- 100 %: 1 750 € por mês (mais 250 €) e nenhum pagamento grande de subsídio.
Nos três casos, o total do ano é 21 000 €. Veja o seu caso na calculadora de duodécimos.
Duodécimos e o IRS
A dúvida frequente é se os duodécimos pagam mais IRS. No total do ano, não: o IRS incide sobre o mesmo rendimento, e a Segurança Social (11 %) também.
O que pode mudar é a retenção mês a mês. Um subsídio pago por inteiro é retido à parte (não se soma ao salário do mês para efeitos da tabela de retenção). Já o duodécimo soma-se ao salário e pode fazer o rendimento do mês cair num escalão de retenção mais alto, retendo um pouco mais em cada mês. Esse efeito é só de retenção (um adiantamento): o acerto faz-se na declaração anual, onde o imposto devido é o mesmo. Para perceber esse lado, veja a calculadora de retenção na fonte.
Por inteiro ou em duodécimos: qual escolher?
Como o valor total é igual, a escolha é de gestão do dinheiro:
- Em duodécimos se prefere um rendimento mensal mais alto e regular ao longo do ano.
- Por inteiro se prefere dois reforços grandes (por exemplo para as férias de verão e para o Natal) e consegue gerir os meses sem esse acréscimo.
Para ver quanto vale cada subsídio e como se calcula, use a calculadora de subsídio de férias e de Natal.
Erros comuns
Achar que se recebe mais em duodécimos
O total anual é exatamente o mesmo nas três opções, porque recebe sempre 14 salários. Os duodécimos só mudam a distribuição pelos meses, não o valor que recebe no ano.
Pensar que os duodécimos baixam o IRS do ano
No total do ano, o IRS é o mesmo: incide sobre o mesmo rendimento. O que pode mudar é a retenção mês a mês, porque o duodécimo se soma ao salário e pode cair num escalão de retenção mais alto. O acerto faz-se sempre na declaração anual.
Assumir que basta pedir para receber em duodécimos
Por regra, os subsídios são pagos por inteiro (o de Natal até 15 de dezembro, o de férias antes das férias). Receber em duodécimos depende de acordo escrito com a entidade empregadora.
Perguntas frequentes
O que são os duodécimos?
Como se calculam os duodécimos?
Recebo mais dinheiro em duodécimos?
Os duodécimos pagam mais IRS?
Compensa receber os subsídios em duodécimos?
Leitura e calculadoras relacionadas
Fontes
- 1.Código do Trabalho, Art. 264.º, subsídio de férias (um mês de retribuição) — Diário da República · consultado a 7/06/2026
- 2.Código do Trabalho, Art. 263.º, subsídio de Natal (um mês de retribuição, até 15 de dezembro) — Diário da República · consultado a 7/06/2026
Autor / Revisto por
Autor
Thorben Rasmus Idel
Founder & writer
Co-founder of Calculadora Capital. Writes the methodology and verifies the math behind every page.
Revisto por
Nahar Geva
Co-founder & reviewer
Co-founder of Calculadora Capital. Reviews the methodology and verifies the math behind every page.
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