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Calculadora Capital

Calculadora de Duodécimos

Receber os subsídios de férias e de Natal «em duodécimos» é recebê-los divididos pelos 12 meses do ano, somados a cada salário, em vez de dois pagamentos por inteiro. Indique o salário base mensal e a percentagem em duodécimos (0 %, 50 % ou 100 %) e veja o vencimento mensal em cada opção. A conta importante: o total anual é exatamente o mesmo, e os duodécimos só mudam quando recebe o dinheiro, não quanto recebe.

Indique o salário base mensal bruto e a percentagem de cada subsídio (férias e Natal) que recebe em duodécimos. Os valores são brutos, antes de Segurança Social e IRS.

Vencimento mensal bruto
1750,00 €
Inclui 250,00 € de duodécimos por mês
Total bruto no ano
21 000,00 €
São sempre 14 salários. É igual em qualquer opção; muda só a distribuição pelos meses.
OpçãoVencimento mensalSubsídios por foraTotal anual
0 % em duodécimos1500,00 €3000,00 €21 000,00 €
50 % em duodécimos1625,00 €1500,00 €21 000,00 €
100 % em duodécimos1750,00 €0,00 €21 000,00 €

«Subsídios por fora» é a parte dos dois subsídios paga em pagamentos únicos (o de férias antes das férias, o de Natal até 15 de dezembro).

Valores brutos. A Segurança Social (11 %) e o IRS incidem sobre o mesmo total anual em qualquer opção; só a retenção mês a mês pode variar, com acerto na declaração de IRS.

Estimativa educativa, não constitui aconselhamento fiscal ou financeiro. Mostra a distribuição bruta dos subsídios de férias e de Natal por duodécimos. Os duodécimos dependem de acordo com a entidade empregadora.

O que são os duodécimos

Em Portugal recebe 14 «salários» por ano: 12 mensalidades mais o subsídio de férias e o subsídio de Natal, cada um igual a um mês de retribuição. Por regra, cada subsídio é pago por inteiro (o de Natal até 15 de dezembro, o de férias antes das férias). Em duodécimos, recebe um duodécimo de cada subsídio (o valor do subsídio a dividir por 12) somado a cada salário mensal. É preciso acordo escrito com a entidade empregadora.

Como se calcula o duodécimo mensal

Cada subsídio vale um mês de salário, por isso um duodécimo de um subsídio é o salário a dividir por 12. Em duodécimos a 100 % nos dois subsídios, soma dois duodécimos por mês (subsídio de férias ÷ 12 + subsídio de Natal ÷ 12), ou seja salário × 2 ÷ 12. Com um salário de 1 500 €, são 250 € a mais por mês (125 € + 125 €), e o vencimento mensal passa de 1 500 € para 1 750 €. A 50 %, recebe metade em duodécimos e a outra metade num pagamento único.

O total do ano é sempre igual

É o ponto que mais gente engana: os duodécimos não fazem receber mais nem menos no ano. Recebe sempre 14 salários. A 0 %, recebe o salário mensal e os dois subsídios por inteiro em junho e dezembro; a 100 %, recebe um vencimento mensal mais alto e abdica desses dois pagamentos grandes. A soma anual é idêntica nas três opções. A diferença é só de tesouraria: vencimentos mensais mais altos e regulares, ou dois reforços grandes a meio e no fim do ano.

E o líquido e o IRS?

Esta calculadora mostra valores brutos. A Segurança Social (11 %) e o IRS incidem sobre o mesmo total no ano, qualquer que seja a opção, por isso o líquido anual também não muda. O que pode mudar é a retenção mês a mês: um subsídio pago por inteiro é retido à parte, enquanto o duodécimo se soma ao salário do mês e pode cair num escalão de retenção mais alto. Esse acerto resolve-se na declaração anual. Para o lado do IRS, veja a calculadora de retenção na fonte e a de reembolso de IRS.

Exemplo prático

Com um salário base de 1 500 € por mês, recebe 21 000 € no ano (14 × 1 500 €) em qualquer opção. A 0 % em duodécimos, recebe 1 500 € por mês e dois subsídios de 1 500 € por inteiro (em junho e em dezembro). A 50 %, recebe 1 625 € por mês (mais 125 €) e ainda 750 € de cada subsídio em pagamento único. A 100 %, recebe 1 750 € por mês (mais 250 €) e não recebe pagamentos grandes de subsídios. Nos três casos, o total do ano é 21 000 €.

Perguntas frequentes

O que são duodécimos?
É receber os subsídios de férias e de Natal divididos pelos 12 meses do ano, somados a cada salário, em vez de dois pagamentos por inteiro. Cada subsídio vale um mês de salário, por isso um duodécimo é o subsídio a dividir por 12. Precisa de acordo escrito com a entidade empregadora.
Recebo mais dinheiro em duodécimos?
Não. O total que recebe no ano é exatamente o mesmo, 14 salários, receba por inteiro ou em duodécimos. Os duodécimos só mudam a distribuição: vencimentos mensais mais altos e regulares, em troca de abdicar dos dois pagamentos grandes de subsídio em junho e dezembro.
Como se calcula o valor dos duodécimos?
Cada subsídio é um mês de salário, logo um duodécimo é o salário a dividir por 12. Em duodécimos a 100 % nos dois subsídios, soma salário × 2 ÷ 12 a cada mês. Com 1 500 € de salário, são 250 € por mês (125 € de cada subsídio); a 50 %, são 125 € por mês.
Posso escolher 50 % ou 100 % em duodécimos?
Sim. As opções habituais são 0 % (subsídio por inteiro), 50 % (metade em duodécimos, metade num pagamento único) ou 100 % (todo o subsídio em duodécimos). Pode aplicar-se a um subsídio, a ambos, ou misturar. É sempre necessário acordo escrito com a entidade empregadora.
Os duodécimos mudam o IRS e a Segurança Social?
No total do ano, não: a Segurança Social (11 %) e o IRS incidem sobre o mesmo valor. O que pode mudar é a retenção mês a mês: um subsídio por inteiro é retido à parte, e o duodécimo somado ao salário pode cair num escalão de retenção mais alto. O acerto faz-se na declaração anual de IRS.
Quando recebo os subsídios se não optar por duodécimos?
Por regra, o subsídio de Natal é pago até 15 de dezembro e o de férias antes do período de férias. Em duodécimos, esses valores chegam espalhados por todos os meses. A escolha depende de preferir um rendimento mensal mais alto e regular ou dois reforços grandes ao longo do ano.

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Fontes

Autor: Thorben Rasmus Idel · Revisto por: Nahar Geva · Última revisão: 2026-06-07