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Calculadora Capital

Calculadora de Subsídio Parental (Licença Parental) 2026

Quando nasce um filho, a Segurança Social paga o subsídio parental inicial para substituir o salário durante a licença parental. O valor é uma percentagem da sua remuneração de referência (o salário diário) e depende da modalidade que escolher: 120 dias a 100% ou 150 dias a 80% (não partilhada), ou 150 dias a 100% e 180 dias a 83% se a licença for partilhada entre os dois progenitores. Indique o salário mensal para estimar e comparar quanto recebe em cada opção em 2026.

Use o salário mensal bruto médio dos primeiros 6 dos últimos 8 meses (sem os subsídios de férias e de Natal); a remuneração de referência diária é esse valor a dividir por 30. A modalidade define a duração da licença e a percentagem: 120 dias a 100% ou 150 dias a 80% (não partilhada), ou 150 dias a 100% e 180 dias a 83% se a licença for partilhada entre os dois progenitores.

Subsídio total na licença
5199,60 €
120 dias, 43,33 € por dia
Remuneração de referência diária
43,33 €
É o salário a dividir por 30 (sem subsídios). É sobre este valor que incide a percentagem.
ModalidadePor diaPor mêsTotal da licença
120 dias a 100%43,33 €1300 €5200 €
150 dias a 80%34,67 €1040 €5201 €
150 dias a 100% (partilhada)43,33 €1300 €6500 €
180 dias a 83% (partilhada)35,97 €1079 €6475 €

O subsídio parental não desconta para a Segurança Social, mas está sujeito a IRS; a Segurança Social paga-o sem retenção na fonte. Este cálculo não computa o IRS.

Estimativa do subsídio parental inicial para trabalhadores por conta de outrem (Continente). Cobre as quatro modalidades da licença inicial; não inclui a licença obrigatória do pai (28 + 7 dias a 100%), a licença parental complementar (a 25%) nem os regimes de risco clínico ou adoção. O prazo de garantia de 6 meses de descontos é uma condição de acesso, não verificada aqui. Assume um salário estável no período de referência.

Estimativa educativa, não constitui aconselhamento. As modalidades (120 dias a 100%, 150 dias a 80%, 150 dias a 100% e 180 dias a 83% se partilhada), o IAS de 537,13 € e o valor diário mínimo de 14,32 € são oficiais para 2026. Confirme sempre na Segurança Social Direta.

A remuneração de referência: salário ÷ 30

A base do subsídio é a remuneração de referência diária. A Segurança Social usa o total dos salários dos primeiros 6 dos últimos 8 meses antes da licença, sem os subsídios de férias e de Natal, a dividir por 180. A partir de um salário mensal estável, isso é simplesmente o salário a dividir por 30. Com 1 000 € de salário, a remuneração de referência diária é 33,33 €.

As quatro modalidades da licença inicial

A licença parental inicial pode ter 120 ou 150 dias, e a percentagem do subsídio depende dessa escolha. Sozinho: 120 dias pagos a 100% da remuneração de referência, ou 150 dias a 80%. Os dois totais são iguais (o mesmo dinheiro distribuído por mais tempo): 120 × 100% = 150 × 80%. A calculadora mostra as quatro modalidades lado a lado para comparar.

A partilha acrescenta 30 dias

Se a licença for partilhada (cada progenitor goza, em exclusivo, pelo menos 30 dias seguidos, ou dois períodos de 15 dias), somam-se 30 dias: a modalidade de 120 dias passa a 150 dias pagos a 100% e a de 150 dias passa a 180 dias a 83%. A partilha é, por isso, a única forma de receber a 100% durante 5 meses ou de esticar a licença para 6 meses.

O valor mínimo diário

O subsídio parental diário nunca pode ser inferior a 14,32 €, que é 80% do valor diário do IAS (Indexante dos Apoios Sociais), de 537,13 € em 2026. Esse mínimo protege quem tem salários baixos, sobretudo nas modalidades de 80% e 83%. Não há limite máximo: ao contrário do subsídio de desemprego, o subsídio parental não tem teto.

Exemplo prático

Imagine um salário mensal de 1 000 €. A remuneração de referência diária é 1 000 € ÷ 30 = 33,33 €. Na modalidade de 120 dias a 100%, recebe 33,33 € por dia durante 120 dias, cerca de 4 000 € no total. Se optar por 150 dias a 80%, recebe 26,67 € por dia (80% de 33,33 €), durante 150 dias, o mesmo total, mas distribuído por mais um mês. Se a licença for partilhada, 150 dias a 100% dão cerca de 5 000 € e 180 dias a 83% cerca de 4 980 €.

Perguntas frequentes

Quanto se recebe de subsídio parental em 2026?
O subsídio parental é uma percentagem da remuneração de referência diária (o salário a dividir por 30, sem os subsídios). Na licença não partilhada, recebe 100% durante 120 dias ou 80% durante 150 dias. Na licença partilhada, recebe 100% durante 150 dias ou 83% durante 180 dias. O subsídio diário nunca é inferior a 14,32 € em 2026.
É melhor escolher 120 dias a 100% ou 150 dias a 80%?
O valor total é exatamente o mesmo nas duas opções: 120 dias a 100% e 150 dias a 80% pagam o mesmo dinheiro. A diferença é o ritmo: 120 dias dá um valor mensal mais alto durante 4 meses; 150 dias dá um valor mais baixo, mas durante 5 meses. A escolha depende de quanto tempo quer estar de licença, não do total que recebe.
O que muda se a licença for partilhada?
Se cada progenitor gozar, em exclusivo, pelo menos 30 dias seguidos (ou dois períodos de 15 dias), a licença ganha mais 30 dias: a modalidade de 120 passa a 150 dias a 100% e a de 150 passa a 180 dias a 83%. A partilha é a única forma de receber a 100% durante 5 meses ou de chegar aos 6 meses de licença.
Como se calcula a remuneração de referência do subsídio parental?
É o total dos salários dos primeiros 6 dos últimos 8 meses antes da licença, sem os subsídios de férias e de Natal, a dividir por 180. Para um salário mensal estável, equivale ao salário a dividir por 30. É sobre este valor diário que incidem as percentagens de 80%, 83% e 100%.
O subsídio parental paga impostos e desconta para a Segurança Social?
O subsídio parental não desconta para a Segurança Social. Está sujeito a IRS, mas a Segurança Social paga-o sem retenção na fonte; deve declará-lo no ano seguinte. Esta calculadora estima o valor bruto da prestação e não computa o IRS.
Os valores são exatos?
As modalidades (120 dias a 100%, 150 a 80%, e partilhada 150 a 100% e 180 a 83%), o IAS de 537,13 € e o valor diário mínimo de 14,32 € são oficiais para 2026. É uma estimativa educativa: usa o salário médio que indica, assume um salário estável no período de referência e não inclui a licença obrigatória do pai (28 + 7 dias a 100%), a licença parental complementar (25%) nem os regimes de risco clínico ou adoção. Confirme sempre na Segurança Social Direta.

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