Saltar para o conteúdo
Calculadora Capital

O que é o Complemento Solidário para Idosos (CSI)?

O CSI é um apoio mensal que se soma à pensão de idosos com baixos rendimentos. Calcula-se subtraindo os recursos a um valor de referência e dividindo por 12.

4 min de leituraRevisto a Por Thorben Rasmus IdelRevisto por Nahar Geva

Resposta rápida

O Complemento Solidário para Idosos (CSI) é um apoio mensal da Segurança Social que se junta à pensão de pensionistas com baixos rendimentos. O valor a receber é 1/12 da diferença entre um valor de referência anual (8 040 € em 2026 para quem vive sozinho, 14 070 € para um casal) e os recursos anuais. Desde 1 de junho de 2024, os rendimentos dos filhos já não contam: só contam os rendimentos do próprio e, num casal, os do cônjuge.

O que é o CSI?

O Complemento Solidário para Idosos (CSI) é um apoio mensal da Segurança Social que se soma à pensão de pensionistas com baixos rendimentos2. O objetivo é simples: garantir a quem está reformado um nível mínimo de rendimento na velhice, combatendo a pobreza entre os idosos.

É uma prestação de solidariedade (não contributiva): não depende dos descontos que fez ao longo da vida, mas sim dos rendimentos atuais. Pode estimar o valor na nossa calculadora do Complemento Solidário para Idosos.

Quem tem direito ao CSI?

Para ter direito ao CSI é, em geral, preciso2:

  • ter 66 anos ou mais (a idade normal de acesso à pensão de velhice);
  • residir legalmente em Portugal há, pelo menos, 6 anos;
  • ter recursos abaixo do valor de referência (a condição de recursos);
  • ser pensionista (ou reunir as condições para o ser).

A condição de recursos olha não só ao rendimento, mas também ao património (há um limite de valor de bens acima do qual não há direito). A decisão sobre o direito e a contagem exata dos rendimentos são sempre da Segurança Social.

Qual é o valor do CSI em 2026?

O valor de referência do CSI é o valor máximo anual do apoio. Em 2026 é de1:

SituaçãoValor de referência anualPor mês (÷ 12)
Pessoa sozinha (isolado)8 040 €670 €
Casal (casados ou união de facto)14 070 €1 172,50 €

Estes valores foram fixados pela Portaria n.º 480-D/2025/1, com efeitos a 1 de janeiro de 2026, e representam um aumento de 6,29 % face a 2025. Num casal, os recursos dos dois são comparados com o valor de referência do casal.

Como se calcula o CSI?

O CSI mensal é 1/12 da diferença entre o valor de referência anual e os recursos anuais2:

CSI mensal = (valor de referênciarecursos anuais) ÷ 12

  1. Parte-se do valor de referência da situação (isolado ou casal).
  2. Subtraem-se os recursos anuais: os rendimentos do próprio e, num casal, também os do cônjuge ou companheiro.
  3. Divide-se por 12, porque o complemento é pago 12 vezes por ano. Se os recursos já igualarem ou ultrapassarem o valor de referência, não há complemento.

Exemplo prático

Uma pessoa que vive sozinha e tem 3 600 € de rendimentos anuais:

  • CSI anual = 8 040 € − 3 600 € = 4 440 €;
  • CSI mensal = 4 440 € ÷ 12 = 370 € por mês;
  • se não tivesse qualquer rendimento, receberia o máximo de 670 € por mês;
  • se já tivesse 8 040 € ou mais de rendimentos, não teria direito ao complemento.

Teste o seu caso na calculadora do CSI.

Os rendimentos dos filhos contam?

Não. Desde 1 de junho de 2024, os rendimentos dos filhos deixaram de contar para a atribuição e o cálculo do CSI2. Antes dessa data, a Segurança Social considerava uma "solidariedade familiar" imputada a partir do rendimento dos descendentes, o que afastava muitos idosos do apoio. Agora contam apenas os rendimentos do próprio e, num casal, os do cônjuge. Quem foi recusado por causa dos rendimentos dos filhos antes de junho de 2024 pode voltar a pedir.

Que recursos contam?

Contam os rendimentos do próprio e, no casal, os do cônjuge: pensões, rendimentos de trabalho, de capitais e de bens2. A Segurança Social aplica regras próprias (parte de alguns rendimentos conta de forma diferente) e há um limite de património acima do qual não há direito. Por isso, o valor real pode diferir de uma conta simples de rendimento total.

CSI e outros apoios

O CSI é dirigido a quem já está reformado, mas não é o único apoio social de Portugal. Quem ainda não reúne as condições da pensão pode consultar a pensão de velhice e o prazo de garantia; famílias e pessoas em situação de carência económica têm o Rendimento Social de Inserção, uma prestação que funciona de forma parecida (a diferença entre um valor de referência e o rendimento), mas sem o requisito da idade. Cada apoio tem o seu cálculo e as suas condições.

Erros comuns

  • Pensar que toda a gente recebe os 670 € por mês

    Esse é o valor máximo de quem vive sozinho e não tem qualquer rendimento. A prestação é a diferença entre o valor de referência e os recursos, pelo que quase sempre é inferior ao máximo.

  • Achar que os rendimentos dos filhos ainda contam

    Desde 1 de junho de 2024, os rendimentos dos filhos deixaram de contar para a atribuição e o cálculo do CSI. Quem foi recusado por causa dos filhos antes dessa data pode voltar a pedir.

  • Confundir o CSI com uma pensão contributiva

    O CSI é uma prestação de solidariedade (não contributiva): não depende dos descontos feitos ao longo da vida, mas sim dos rendimentos atuais. Soma-se à pensão, não a substitui.

Perguntas frequentes

O que é o Complemento Solidário para Idosos?
É um apoio em dinheiro da Segurança Social que se junta à pensão de pensionistas com baixos rendimentos, para garantir um nível mínimo de rendimento na velhice. É uma prestação de solidariedade: não depende dos descontos feitos, mas sim dos rendimentos atuais.
Quem tem direito ao CSI?
Quem tem 66 anos ou mais (a idade normal de acesso à pensão de velhice), reside legalmente em Portugal há pelo menos 6 anos e tem recursos abaixo do valor de referência. A decisão sobre o direito é da Segurança Social, que verifica também o limite de património.
Qual é o valor do CSI em 2026?
O valor de referência em 2026 é de 8 040 € por ano (cerca de 670 € por mês) para quem vive sozinho e de 14 070 € por ano para um casal, fixados pela Portaria n.º 480-D/2025/1. Esse é o valor máximo do apoio.
Como se calcula o CSI?
Subtrai-se os recursos anuais ao valor de referência anual e divide-se por 12: CSI mensal = (valor de referência − recursos) ÷ 12. Quanto maiores forem os rendimentos próprios, menor é o complemento.
Os rendimentos dos filhos contam para o CSI?
Não. Desde 1 de junho de 2024, os rendimentos dos filhos deixaram de contar para a atribuição e o cálculo do CSI. Passaram a contar apenas os rendimentos do próprio e, num casal, os do cônjuge ou companheiro.
Que rendimentos contam para o CSI?
Contam os rendimentos do próprio e, no casal, os do cônjuge: pensões, rendimentos de trabalho, de capitais e de bens. A Segurança Social aplica regras próprias e há um limite de património acima do qual não há direito.

Fontes

  1. 1.Portaria n.º 480-D/2025/1, de 30 de dezembro (valor de referência do CSI para 2026)Diário da República · consultado a 10/06/2026
  2. 2.Complemento Solidário para Idosos: guia da prestaçãoSegurança Social · consultado a 10/06/2026

Autor / Revisto por

Autor

Thorben Rasmus Idel

Co-founder & writer

Co-founder of Calculadora Capital and the writer behind the methodology on every calculator and article. An entrepreneur and active investor, Thorben founded Idel Versandhandel GmbH, an international trading company operating across 16 countries, and invests across stocks, ETFs and cryptocurrency. He writes the methodology and verifies the math behind each page, drawing on hands-on business and investing experience to keep the tools and explanations grounded in how money, markets and taxes actually work for everyday people in Portugal.

Revisto por

Nahar Geva

Co-founder & reviewer

Co-founder of Calculadora Capital and the independent reviewer behind every calculator and article. An entrepreneur and active investor, Nahar brings a data- and product-driven mindset together with hands-on experience in the markets — investing across stocks and ETFs as well as cryptocurrency and other digital assets, alongside broader personal finance and real estate. On each page Nahar reviews the methodology and double-checks the math and figures, pressure-testing how the tools and explanations hold up against the way money, markets and taxes actually work for everyday investors.

Publicado: Atualizado: Revisto: