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Calculadora Capital

Calculadora de Taxa de Esforço

A taxa de esforço é a fatia do rendimento líquido mensal do seu agregado que já está comprometida com créditos: habitação, carro, crédito pessoal, cartões. É a primeira conta que o banco faz antes de aprovar um empréstimo. Esta calculadora soma os seus encargos (e uma nova prestação que esteja a ponderar), divide pelo rendimento e diz-lhe de imediato se fica dentro dos 35 % recomendados, e qual a prestação máxima que ainda lá cabe.

Use valores líquidos mensais. Some todas as prestações de crédito (habitação, automóvel, pessoal, cartões); deixe de fora despesas correntes como água, luz ou supermercado.

Taxa de esforço
30%
Dentro do limite recomendado (até 35 %)
Total de encargos mensais
600 €
Prestação máxima até aos 35 %
400 €

Como se chega a este valor

Rendimento líquido mensal2000 €
Encargos com créditos atuais300 €
Nova prestação300 €
Total de encargos600 €
Taxa de esforço30%

Estimativa educativa, não constitui aconselhamento financeiro. A taxa de esforço recomendada (cerca de 35 %) é uma referência prudente; o limite de 50 % é o da recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, com exceções e sujeito a revisão. Confirme sempre as condições com o seu banco.

O que é a taxa de esforço

A taxa de esforço mede quanto do seu rendimento líquido mensal se destina a pagar créditos. Calcula-se assim: taxa de esforço = encargos mensais com créditos ÷ rendimento líquido mensal do agregado × 100. Conta o rendimento líquido (o que recebe «à mão», já sem IRS nem Segurança Social) de todas as pessoas do agregado e a soma de todas as prestações de crédito: habitação, automóvel, crédito pessoal e o pagamento mínimo dos cartões.

Qual é a taxa de esforço recomendada

Como referência prudente, a taxa de esforço não deve ultrapassar cerca de 35 % do rendimento líquido (perto de um terço): é a margem que costuma deixar o orçamento respirar. Acima disso, o esforço é elevado e qualquer imprevisto (uma subida da Euribor, uma despesa de saúde) pesa muito mais. Esta calculadora assinala a sua faixa: dentro do recomendado (até 35 %), elevada (35 %–50 %) ou muito elevada (acima de 50 %).

O limite que os bancos têm de respeitar

Além da prudência, há uma regra: pela recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, os bancos só devem conceder crédito novo com uma taxa de esforço (rácio DSTI) até 50 %, com exceções limitadas (até 10 % do crédito novo pode ir até 60 %). É por isso que uma taxa de esforço acima de 50 % torna a aprovação muito difícil. Nota: o Banco de Portugal consultou o setor sobre baixar este limite para 45 % a partir de agosto de 2026: confirme o valor em vigor quando pedir crédito.

Exemplo prático

Um agregado com 2 000 € de rendimento líquido mensal já paga 300 € de um crédito automóvel e pondera uma nova prestação de casa de 300 €. O total de encargos passa a 600 €, o que dá uma taxa de esforço de 30 % (600 ÷ 2 000), dentro dos 35 % recomendados. Para não passar dos 35 %, a nova prestação poderia ir até 400 € por mês (35 % de 2 000 € são 700 €, menos os 300 € que já paga).

Perguntas frequentes

Como se calcula a taxa de esforço?
Divide-se o total das prestações mensais de crédito pelo rendimento líquido mensal do agregado e multiplica-se por 100: taxa de esforço = encargos com créditos ÷ rendimento líquido × 100. Por exemplo, 600 € de prestações com 2 000 € de rendimento líquido dão uma taxa de esforço de 30 %.
Qual é a taxa de esforço máxima recomendada?
Como referência prudente, a taxa de esforço não deve ultrapassar cerca de 35 % do rendimento líquido (perto de um terço). É uma orientação, não uma lei: deixa margem para imprevistos e para subidas da prestação. Acima de 35 % o esforço é considerado elevado.
Qual é o limite legal da taxa de esforço para os bancos?
A recomendação macroprudencial do Banco de Portugal indica que os bancos só devem conceder crédito novo com uma taxa de esforço (rácio DSTI) até 50 %, admitindo exceções limitadas (até 10 % do crédito novo de cada banco pode chegar aos 60 %). O Banco de Portugal consultou o setor sobre reduzir este limite para 45 % a partir de agosto de 2026.
Que rendimento e que encargos devo incluir?
No rendimento, conte o valor líquido mensal (depois de IRS e Segurança Social) de todas as pessoas do agregado, incluindo rendimentos regulares como subsídios fixos. Nos encargos, some todas as prestações de crédito: habitação, automóvel, crédito pessoal e o pagamento dos cartões de crédito. Despesas correntes como água, luz ou supermercado não entram na taxa de esforço.
A minha taxa de esforço está acima de 35 %. O que posso fazer?
Pode tentar reduzir os encargos (consolidar créditos, renegociar prazos ou taxas), aumentar o rendimento do agregado, dar uma entrada maior para baixar o montante financiado, ou alargar o prazo do crédito (o que reduz a prestação mas aumenta o juro total). A calculadora mostra qual a prestação máxima que ainda o mantém nos 35 %.

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Fontes

Autor: Thorben Rasmus Idel · Revisto por: Nahar Geva · Última revisão: 2026-06-01