O que é o Rendimento Social de Inserção (RSI)?
O RSI é um apoio mensal para famílias de baixos rendimentos. Calcula-se subtraindo o rendimento do agregado a um valor máximo que cresce com o número de pessoas.
Resposta rápida
O Rendimento Social de Inserção (RSI) é um apoio mensal da Segurança Social para pessoas e famílias em situação de pobreza, que junta uma prestação em dinheiro a um programa de inserção. O valor calcula-se a partir de um valor de referência (247,56 € em 2026, o montante do 1.º adulto) escalado pela composição do agregado: 100 % pelo 1.º adulto, 70 % por cada adulto a mais e 50 % por cada menor. A prestação a receber é a diferença entre esse valor máximo e o rendimento mensal do agregado.
O que é o RSI?
O Rendimento Social de Inserção (RSI) é um apoio mensal da Segurança Social destinado a pessoas e famílias em situação de pobreza2. Tem duas partes que andam juntas: uma prestação em dinheiro, que garante um rendimento mínimo, e um programa de inserção, com ações de emprego, formação, saúde ou educação acordadas num contrato.
A ideia é simples: assegurar a quem tem muito pouco um mínimo para viver, ao mesmo tempo que se criam condições para sair da situação de carência. Pode estimar o valor da prestação na nossa calculadora do Rendimento Social de Inserção.
Quem pode pedir o RSI?
Para ter direito ao RSI é, em geral, preciso2:
- ter rendimentos muito baixos, abaixo do valor de referência do agregado;
- residir legalmente em Portugal;
- ter 18 anos ou mais (há exceções, como ter menores ou grávidas a cargo);
- cumprir a condição de recursos, que olha não só ao rendimento mas também ao património (há um limite de valor de bens móveis, referido ao IAS);
- assinar e cumprir um contrato de inserção.
A decisão sobre o direito, a contagem exata dos rendimentos e o contrato são sempre da Segurança Social.
Qual é o valor do RSI em 2026?
O valor de referência do RSI, ou seja, o montante atribuído ao 1.º adulto do agregado, é de 247,56 € em 20261. Esse valor corresponde a 46,09 % do IAS (Indexante dos Apoios Sociais) e foi fixado pela Portaria n.º 71/2026/1, com efeitos a 1 de janeiro de 2026.
A partir desse valor, a lei define uma escala de equivalência que faz o valor máximo crescer com o agregado2:
| Pessoa do agregado | Percentagem | Valor em 2026 |
|---|---|---|
| 1.º adulto (titular) | 100 % | 247,56 € |
| Por cada adulto a mais | 70 % | 173,29 € |
| Por cada menor | 50 % | 123,78 € |
Como se calcula o RSI?
O cálculo tem dois passos2:
RSI = valor máximo do agregado − rendimento mensal do agregado
- Valor máximo do agregado: soma-se o valor de referência por cada pessoa, segundo a escala (100 % / 70 % / 50 %).
- Subtrai-se o rendimento mensal de todo o agregado familiar. O que sobra é a prestação a receber. Se o rendimento já igualar ou ultrapassar o valor máximo, não há prestação.
Exemplo prático
Um agregado com 2 adultos e 1 menor:
- valor máximo = 247,56 € (1.º adulto) + 173,29 € (2.º adulto, 70 %) + 123,78 € (1 menor, 50 %) = 544,63 €;
- se o agregado tiver um rendimento mensal de 350 €, recebe 544,63 € − 350 € = 194,63 € por mês;
- se não tivesse qualquer rendimento, receberia os 544,63 € por inteiro;
- se já ganhasse 550 €, não teria direito a prestação.
Teste o seu caso na calculadora do RSI.
Que rendimentos contam?
Conta o rendimento de todo o agregado familiar: salários, pensões, outras prestações sociais e rendimentos de capital ou de bens2. A Segurança Social aplica regras próprias: parte de alguns rendimentos (por exemplo, de trabalho) pode não contar na totalidade, e há um limite de património acima do qual não há direito. Por isso, o valor real pode diferir de uma conta simples de rendimento total.
RSI, abono de família e outros apoios
O RSI é um dos apoios sociais de Portugal, mas não é o único. Quem tem filhos pode acumular o RSI com o abono de família, que tem regras próprias; quem ficou sem emprego pode ter direito ao subsídio de desemprego, que é uma prestação contributiva (depende dos descontos feitos) e não uma prestação de solidariedade como o RSI. Cada apoio tem o seu cálculo e as suas condições.
Erros comuns
Pensar que toda a gente recebe os 247,56 € por inteiro
Esse é o valor máximo de um adulto sozinho e sem rendimentos. A prestação é a diferença entre o valor máximo do agregado e o rendimento que o agregado já tem, pelo que quase sempre é inferior ao máximo.
Esquecer que o valor cresce com o agregado
O valor máximo não é fixo: soma 70 % do valor de referência por cada adulto adicional e 50 % por cada menor. Uma família de quatro pessoas tem um valor máximo muito superior ao de uma pessoa só.
Confundir o rendimento bruto com o que conta para o RSI
A Segurança Social aplica regras próprias à contagem dos rendimentos: parte de alguns rendimentos pode não contar e há um limite de património. O valor real pode diferir da estimativa simples de rendimento total.
Perguntas frequentes
O que é o Rendimento Social de Inserção?
Quem pode pedir o RSI?
Qual é o valor do RSI em 2026?
Como se calcula o RSI?
Que rendimentos contam para o RSI?
O RSI é compatível com trabalhar?
Leitura e calculadoras relacionadas
Fontes
- 1.Portaria n.º 71/2026/1, de 13 de fevereiro (valor de referência do RSI para 2026) — Diário da República · consultado a 9/06/2026
- 2.Rendimento Social de Inserção: guia da prestação — Segurança Social · consultado a 9/06/2026
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Autor
Thorben Rasmus Idel
Co-founder & writer
Co-founder of Calculadora Capital and the writer behind the methodology on every calculator and article. An entrepreneur and active investor, Thorben founded Idel Versandhandel GmbH, an international trading company operating across 16 countries, and invests across stocks, ETFs and cryptocurrency. He writes the methodology and verifies the math behind each page, drawing on hands-on business and investing experience to keep the tools and explanations grounded in how money, markets and taxes actually work for everyday people in Portugal.
Revisto por
Nahar Geva
Co-founder & reviewer
Co-founder of Calculadora Capital and the independent reviewer behind every calculator and article. An entrepreneur and active investor, Nahar brings a data- and product-driven mindset together with hands-on experience in the markets — investing across stocks and ETFs as well as cryptocurrency and other digital assets, alongside broader personal finance and real estate. On each page Nahar reviews the methodology and double-checks the math and figures, pressure-testing how the tools and explanations hold up against the way money, markets and taxes actually work for everyday investors.
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